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  "Abra-te Trigo"
 

Desde o Regime Colonial, no Brasil, graças a sementes trazidas pelo portugueses, haviam prósperas culturas de trigo de norte a sul do país.

Em 1780, em Cavalcante, em pleno ciclo do ouro, na região da Chapada dos Veadeiros, existiam 4 engenhos de trigo com mais de 100 escravos trabalhando em grande produções.
Em 1805, o Brasil era um grande exportador do mais universal, conhecido e consagrado dos cereais: o Trigo.

Por volta de 1815, várias doenças, entre as quais a "Ferrugem", devastaram a maioria das plantações que desanimaram os lavradores. Aos poucos o cultivo concentrou-se no sul do país e depois Argentina, devido ao clima e ao solo mais favoráveis.

No entanto, em 1850, a Farinha de Trigo de Goiás, em especial de Cavalcante, era fortemente exportada, pelo porto do Rio de Janeiro, atingindo em 1862, a cifra de 20 toneladas, muito para época.

Em 1876, o Trigo de Goiás figurou numa Exposição Internacional nos EUA entre os melhores do mundo.
Em 1890, a produtividade era expressiva quando veio a crise de mão-de-obra com a Lei Áurea e o florescente garimpo de cristal.

Em 1892, ocorrreu a primeira safra colhida em Alto Paraíso (antiga Veadeiros) e construido no Povoado do "Moinho" um moinho movido a água (as pedras existem até hoje).Segundo Cora Carolina: "O Imperador comeu pão com Trigo Veadeiros".

Esta cultura prolongou-se... sendo que em 1933 nos Campos de Coperação de Trigo (um programa do Governo) foram colhidas 4.500Kg de sementes de ótima qualidade. No ano seguinte, em 1934, produziu-se 10.800Kg, as quais, quase toda produção perdeu-se por falta de transporte e compradores.

Mas, segundo consta, esta não foi a razão decisiva para a decadência da Triticultura na Chapada dos Veadeiros.

Existe uma versão que, devido à cor escura do Trigo Veadeiros, implantaram uma nova semente a qual necessitou de agrotóxicos e que estes causaram uma "dor de barriga" geral numa Festa do Trigo, sendo a gota d’ água (ou de veneno) para o fim da cultura.

Entretanto, em 1935 ainda restava um agricultor, o Sr. João Bernardes Rabelo, no Moinho, que continuou plantando até 1965 quando também parou, desestimulado, sem apoio oficial.

Em 2006, quase que por milagre, ressurgiu a semente de Trigo Veadeiros, resgatada pela EMBRAPA, a qual durante anos tinha sido foi mantida congelada, e que uma parte foram distribuidas para agricultores locais, os quais já colheram as primeiras sementes e que servirão para o resgate desta belíssima tradição na Chapada dos Veadeiros.

A Santa Ceia, apoia esta empreitada e a médio prazo, com a benção de Deus, estará utlilizando no Gergeliko a Farinha de Trigo Veadeiros, orgânica!

 

 

Santa Ceia Alimentos Artesanais Ltda.

End.: Rua 09 Quadra 09 Lote 19 - Setor Planalto - Alto Paraíso de Goiás

E-mail: sac@gergeliko.com.br tel.: (62)3446-1533